quinta-feira, 26 de maio de 2016

#21 - Tentando comer num restaurante local

Oi gente! Nós saímos de Shanghai e chegamos em Beijing na quarta. Uma viagem de trem bala (300 km/h) de quase 1400 km em quase 5 horas. É como se pudéssemos fazer SSA-SP, que não demora menos de 24h de ônibus. Só que em 5h. Espero poder um dia ver essa evolução no Brasil!

Mas voltando ao título do texto, espero que vocês não fiquem muito chocados nem sejam pegos de surpresa com esse fato, mas nem eu nem Luiz sabemos falar Chinês, kkkkk. E apesar de ter ouvido falar que em Shanghai é fácil encontrar quem fale Inglês por causa dos negócios, assim como no Brasil, nas ruas se fala muito pouco. E quando a pessoa fala alguma coisa, o sotaque dificulta bastante o entendimento. E olhar pra os ideogramas é a mesma coisa que estar olhando pra nada... Vou relatar aqui então minha tentativa, até que bem sucedida na medida do possível,  de comer num restaurante não turístico.

Num dos dias que Luiz estava trabalhando, eu acabei rodando a cidade sozinha. Aí a fome bateu forte uma hora e eu estava num bairro bem local, sem um gringo andando desacompanhado (exceto eu). Resolvi arriscar um restaurante que tinha um menu com fotos na porta e o nome dos pratos que tinham fotos estavam em inglês. Pensei: "não tem erro! É simples. Entro, aponto, sento, como, pago e parto". Realmente foi um parto!! Kkkkk. Entrei lá achando que a coisa mais óbvia ao entrar num restaurante era a que vc queria comer. Não foi bem isso que aconteceu:

Eu: Olá (em chinês, Pq normalmente eles gostam que vc tente falar)
Menino: X (ele respondeu algo em chinês que eu não entendi, mas estava sorrindo então ele gostou que eu dei oi em chinês)
Eu: Queria uma mesa, por favor (em inglês).
Menino: Como posso te ajudar? (numa versão chinesa do inglês, mas consegui entender)
Eu: Eu. Quero. Comer. (falando um inglês bem devagar pra ajudar ele a entender. Eu acreditando que a palavra comer seria fácil pra alguém que trabalha em restaurante entender)
Menino: Como posso te ajudar? (Piscando os olhinhos como se eu não tivesse falado absolutamente nada)
E ficamos nesse loop por alguns segundos até que levantei o dedo, apontei pra mim mesma, apontei pra mesa e levantei o dedo de novo dizendo que era pra 1 pessoa. Bendito seja o gesto universal de apontar.

Pedir foi quase fácil pq ele trouxe o cardápio e eu apontei pro prato que queria uma mini costelinha de porco barbecue. Mas eu queria perguntar se vinha com arroz branco de acompanhamento.

Eu: Acompanha. Arroz?
Menino: Ele só apontou para o cardápio e disse umas duas palavras em chinês olhando para minha cara. (Entendi que ele estava confirmando que era isso que queria).
Eu: Sim. Acompanha. Arroz?
Menino: Porco. Muito, muito bom!

Desisti e resolvi arriscar, por aqui sempre vem algum acompanhamento. No final veio o porco e só, sem arroz e mais nada e não estava tão bom assim como ele disse.

Comi e me lembrei que aqui na China vc tem que pedir a conta senão eles não trazem de jeito nenhum, nem perguntam se vc quer a conta.

Levantei meus braços agitadamente chamando ele. Não sei se ele veio Pq achou que eu estava engasgando, mas ele veio correndo.

Menino: Como posso ajudar? (De novo naaaaaaaaao, acho que ele só sabia falar isso e muito bom)

Eu: Pagar. A. Conta.
Menino: X (falou em chinês, mas pelo que constatei ele chamou uma outra colega que apareceu instantaneamente atrás de mim).

Vendo que a comunicação verbal não iria funcionar, eu peguei o celular (bendita seja a minha operadora dos states e o roaming internacional de graça) e joguei pagar a conta no Google Translate pra ver como era em chinês (porque não pensei nisso antes eu não sei...). Nesse meio tempo a colega que chegou pra fazer não sei o que praticamente colou a cabeça no meu ombro pra ver o que eu estava digitando no celular e olhava pra minha cara/pro celular em intervalos de 3 segundos. Achei q ela ia pedir pra tirar uma selfie.

Finalmente apareceu na tela do celular o que eu queria em chinês! Os dois ao mesmo tempo e bastante felizes pelo sucesso na comunicação: "ok!!!"

A conta chegou. Eu paguei e fui embora. Até agora estou sem entender o que a outra colega veio fazer. Acho que só dar apoio moral mesmo... Rs.

Um beijão e até a próxima gente! Vou postar mais algumas fotos no face dos últimos dias.

segunda-feira, 23 de maio de 2016

#20 - Fazendo agachamento, e não é na academia

O post de hoje não é nada discreto. Vou falar de banheiros públicos na China.

Porque quando você viaja pra qualquer país no ocidente, ou até mesmo Europa, é estabelecido que o banheiro será uma louça relativamente alta na qual você, mulher, se senta pra fazer número 1 ou número 2. Já tinha ouvido falar que no oriente médio era diferente, já tinha ouvido falar que na Índia era diferente. Mas não imaginei que a Pérola do Oriente, a Paris do leste, a Nova York chinesa, também fosse ser diferente.

Luiz já havia me alertado que os colegas do trabalho que visitaram a China antes sempre disseram pra levar uma mudinha de papel higiênico na bolsa, porque em banheiro público aqui normalmente não tinha papel, mas achei que essa era a única "novidade" para a qual teria que me preparar.

E eis que estávamos no Yu Garden, um lugar lindo que comentei no outro post que visitamos e apertou a vontade de fazer xixi. E lá tinha um banheiro público. Fiquei meio hesitante mas Luiz apoiou: "tá na chuva é pra se molhar" e lá fui. A fila do banheiro feminino maior que a do masculino como de costume, até aí tudo igual. Na porta, ainda na fila antes de ir pra cabininha, um super rolo de papel higiênico (que bom, não ia precisar usar meu suprimento de emergência). Peguei papel higiênico pra cobrir 3 vasos sanitários inteiros (só pra garantir... Não sabia em que condição estaria o banheiro ou se teria que improvisar uma espécie de "luva" de papel pra não tocar em nada), fui olhada com estranheza pelas mocinhas da fila (novidade nenhuma nisso... Como está literalmente estampado na minha cara que não sou daqui, já me acostumei com o povo me encarando como um animal estranho) e finalmente segui o fluxo das mulheres chinesas até quase chegar a minha vez e BAM! Tinham 4 cabines, 3 escrito "Squat Cabin" com um símbolo que parecia uma prancha de snowboard e 1 escrito uma coisa que não me lembro agora, mas o símbolo era o velho e conhecido vaso sanitário.

Squat em inglês significa agachamento e até então só tinha visto esse termo ser usado em exercícios pra academia lá nos states. Mas pra mim tinha ficado muito claro o que acontecia por trás daquela portinha ali.

Outra lição aprendida foi a habilidade das mulheres aqui de abrir a porta da cabine com o pé. Assim que a pessoa que tava dentro sai, elas já vão com o pezinho numa posição meio de gancho, seguram e puxam a porta, dão um giro espiralado rolando pra dentro da cabine e, enquanto param, o pé já volta pro formato de gancho pra porta não bater. Tem algumas que nem trancam a porta pra não ter que tocar em nada. Vi duas fazendo essa coreografia antes de chegar a minha vez e meu gingado da Bahia me ajudou a completar a operação com sucesso. Como tinha coletado papel higiênico pra um mês, usei um pouco do mesmo para trancar a fechadura.

Nada se compara ao fato de vc efetivamente ter que usar o diferente! Claro que tirei uma foto daquele novo conceito de vaso antes de fazer xixi!  Kkkkkkk

Confesso que achei muito mais higiênico que banheiros públicos comuns. Depois que termina vc da descarga com o pé sem precisar tocar suas mãos em outra coisa que não o papel higiênico que vc estava segurando. Porque até a porta vc abre com o pé. É só uma questão de focar pra não se desequilibrar, kkkkk. Graças a Deus não aconteceu comigo... Apesar de eu ter gargalhado no banheiro quando vi a estripulia que teria que fazer, consegui manter o equilíbrio. Refleti depois de tudo isso porque é tão difícil ver um chinês acima do peso. Os caras andam rápido e pra caramba, tem que ficar fazendo agachamento pra ir no banheiro, comem bastante fruta (é muito normal ao invés de vc ver eles com um pacote de cheetos, um pacote de ameixa ou cereja) e não tomam líquido gelado durante refeições. Só chá e sopa.

Agora... só não sei como faz se for número 2. Acho que aí a pessoa tem que esperar a outra cabine ficar vaga... Sei lá, melhor nem pensar! Hahahaha

No mais a experiência aqui está sendo muito legal! Visitamos a orla do rio Huangpu no final de semana onde a cidade velha e cidade nova se encontram, visitei um templo budista e o museu de Shanghai e adorei saber que pottery (não consegui lembrar a palavra em português) é um patrimônio da humanidade, mas a porcelana foi inventada na China e ajudou muito a prospecção econômica na época dos impérios chineses.  Fotos de tudo estarão no face :)

Um beijo galera! Depois conto mais novidades, porque tem muitas coisas curiosas acontecendo. Viajar pra um lugar tão diferente assim é muito legal.. Fato!

sábado, 21 de maio de 2016

#19 - Nos deslocando de metrô em Shanghai

Oi gente! Falei que essa viagem ia movimentar o blog de novo e promessa é dívida! E como havia dito no post anterior, a primeira emoção minha por aqui foi me deslocar de metrô.


Tudo começou quando saímos da grande passarela em formato de U que parecia a saída da São Silvestre (não lembra dela, veja o post #18) e nos deslocamos até o caixa do Shanghai Maglev Train, o trem de levitação magnética q liga o aeroporto ao metrô e faz 30,5 km em 7 minutos. Ele opera a 300 Km/h, mas já chegou ao recorde de 500 Km/h em testes.

Toda feliz que finalmente estava em solo, fiquei na fila atrás de um rapaz que estava comprando o ticket dele mantendo a distância mínima de 2 passos, normal pra quando vc espera alguém terminar a transação no guichê a sua frente. Olhei por três segundos pra conversar alguma amenidade e o cara saiu. Falei pra Luiz:"Wohoo, é a gente agora!". Vi ele levantando a sobrancelha e enrugando a testa e disse: "É... Se a mulher não entrar na sua frente e.... Ela entrou". Gente, não demorou cinco segundos, sério. A mulher surgiu do nada pela lateral e se meteu na frente do guichê. Deu uma olhadinha de "oi"; blasè e passou. Só que ela ficou demorando pra achar o dinheiro ou sei lá o que ela estava procurando na bolsa, quando Luiz atrás de mim com certa urgência na voz dizia: "Deu mole, deu mole! Fura ela de volta, fura ela de volta!"

Assim o fiz! E comprei na frente da mulher!! Ela achou normal. Luiz, como falei, já estava muito mais preparado que eu para os jogos vorazes. Se deslocando com maestria e respondendo com grunhidos non-sense (quase um chinês fluente) quando alguém falava com ele alguma coisa q ele não entendia. "Faço cara de entendido e sigo caminho, se começar gritaria, aí eu olho pra ver se é comigo", disse ele se referindo a um episódio que ele esqueceu o cartão na catraca do metrô e a mulher saiu gritando qualquer coisa para avisá-lo, claro que ele agradeceu: Shu nã nô lá! Fez cara de entendido e seguiu. Depois que informei a ele que aprendi na aula de Chinês express da Luiza que obrigado é xièxiè.

O metrô é muito limpo e organizado, tem escada rolante pra entrar e sair de todas as estações, as máquinas de comprar o ticket são intuitivas e fáceis de usar e tem a opção de língua em inglês. Dez a zero no de New York. Você chega em qualquer lugar da cidade e o preço médio do trecho é 50 centavos de dólar!

Dentro do metrô também vc ouve o carinha falar as estações em Chinês e Inglês e uma coisa que amei é como eles projetam propagandas no metrô. Fiz até um vídeo disso. São vários banners iluminados seguidos ao longo do túnel que com a velocidade do metrô parecem uma imagem em movimento. Mas a internet lenta nao permitiu que eu fizesse o upload aqui.

Hoje depois de ter pego vários metrôs, posso dizer que estou dominando o modo de operação (inclusive do povo). Confesso que até estou exagerando um pouco pq teve uma hora que estava protegendo meu perímetro pra entrar no trem com tanta garra que chutei o tornozelo de uma moça sem querer. Ela deu uma coçada pq deve ter doído e seguiu em frente. Sem dramas, natural, acostumada.

Fui até uma boa samaritana! Estava sentindo algo pinicando meu casaco debaixo do sovaco e, quando levantei o braço pra ver o que era, tinha uma senhorinha cujo topo da cabeça batia no meu ombro dando cabeçada no sovaco, na hora pensei: "Que ousadia!" mas depois percebi que ela só estava tentando sobreviver à multidão e acessar a escada rolante. Abri os braços pra segurar a multidão pra ela passar e ela respondeu com um sorrisão é um "nhá-ah" que entendi como um muito obrigado.

Passamos o dia passeando pela cidade e apesar da chuva foi super legal. Fomos num jardim milenar da época do império chamado Yu Garden (Lindo!) e vimos coisas milenares, circulamos pelo Old City God Temple. A arquitetura da cidade velha aqui é deslumbrante. Vou postar algumas fotos no face desses lugares. Estamos tomando coragem pra arriscar uma negociação nas vendas locais, mas ainda estamos tímidos! Quem sabe nos próximos dias? Um abraço em todos e até a próxima postagem!

Zàijiàn!

sexta-feira, 20 de maio de 2016

#18 - E vamos à la China!

Oi pessoal!! Tem um tempão que não postamos nada blog! Mas nada melhor que uma viagem pra um lugar inusitado e desconhecido pra retomar os textos com força total.
Como uma boa parte de vocês já sabe, resolvemos vir pra China! Foi uma decisão meio em cima da hora porque surgiu um treinamento que Luiz precisava dar por aqui então ajustamos o plano de férias e viemos pra cá. Antes de começar a contar como foi o trajeto até aqui seguem algum fatos sobre a China em si:

  1. A China é um país que vive num regime comunista, que nos últimos 50 anos tem se aberto para o mundo capitalista... Você encontra todas as marcas símbolo do capitalismo ocidental aqui em Shanghai, a Paris do Leste ou Pérola do Oriente, como eles costumam se auto-entitular. Mesmo assim, a internet ainda é controlada pelo partido e o acesso a sites como Google e Youtube é proibido. Tive q usar o Yahoo (sim, o Yahoo buscas ainda existe!) pra procurar algumas coisas.
  2. Aqui são 13 horas a mais que o horário de Houston, 11 a mais que o Brasil. Então enquanto você recebe bom dia e está tomando café da manhã por aí, aqui vc já provavelmente está terminando o jantar e se preparando pra dormir ou ir pra Night, que ouvi falar q os Chineses adoram encher a cara.
  3. Aqui tem MUITA gente. Não vc não tem ideia do conceito de MUITA gente até chegar aqui. Você acha que tem. É como aquele momento que o chiclete com banana passa na passarela da alegria no Campo Grande e aparece aquela profusão de humanos surgindo de todos os lados. Só que em todos os lugares. Pelo menos em Shanghai, que é a cidade mais populosa da China e onde estamos agora. A população total do país é de 1.38 bi de pessoas! E isso exclui as províncias de Taiwan, Hong Kong e Macau. Quase 20% da população do mundo inteiro está aqui!

Agora que já alinhei esses fatos sobre o fato de a China ter uma quantidade de pessoas surreal, vamos ao caminho até aqui. Que não foi nada rápido e onde as diferenças culturais ficaram evidentes! Luiz já estava aqui na China há quase 15 dias, então eu tive que vir sozinha de Houston.

Saí de casa às 6 da manhã e dirigi até o aeroporto. Uma hora até lá e por volta das 7 peguei a vanzinha do estacionamento. Minha cabeça já tinha começado a chavear que não iria entender praticamente nada do que falassem comigo nos próximos dias e nem o que o homem do rádio falava no walkie talk pra mocinha da van e entendi. Pensei que era bom pra ir me acostumando.

Já no aeroporto, meu voo saia as 9 para Los Angeles e já comecei a ter uma ideia do comportamento do povo chinês ainda em Houston. Como o hub da United é lá, muita gente estava pegando esse mesmo voo pra LA pra pegar o outro direto pra Shanghai. MUITA gente = muito chinês. Enquanto esperava na fila pra chamarem o meu grupo de embarque, um senhorzinho que tinha mais de 60 com certeza, veio assim como quem não quer nada e ZUP se enfiou na frente da fila claramente formada. Sem o mínimo constrangimento. Meu olho se esbugalhou por uma fração de segundo com o descaramento, mas até aí tudo bem... To de férias e já vi muito disso no Brasil. Não vou me estressar.

3 horas e meia depois estava em Los Angeles (se vc se perdeu nas contas, já se passaram cerca de 7 horas desde que saí de casa) e depois de 1:30, começaram a chamar pro embarque pro voo pra Shanghai. Nessa hora 90% dos viajantes eram chineses ou descendentes. E a noção de Chineses com relação a fila e espaço pessoal começou a se tornar muito clara: ela não existe!!!!! Kkkkk

Fui encoxada na fila por um outro senhor que queria desrespeitar a lei de que dois corpos não ocupam o mesmo lugar no espaço, olhei pra trás com minha cara "super simpática" e perguntei se ele queria passar. Com um gesto impaciente e falando "chu chin cha-á" que eu entendi como um "anda logo" ele mandou eu seguir o barco. Pelo menos ele parou de fungar no meu cangote depois disso.

Olho pro lado duas senhoras de mais de 60 (o que dão pros velhos nesse país gente?) passaram por debaixo da faixa que organizava a fila tentaram passar na frente das quase 100 pessoas que estavam embarcando pro avião. Furar a fila não pareceu ser um problema pra mulher da United, mas as tias abusaram. Elas eram grupo 4 e estavam embarcando o grupo 2. A mulher falou algo que soou como um esporro em Chinês para velhinhas e elas não conseguiram entrar até a a hora do grupo delas.

Enquanto o resto do pessoal entrava, como estava na poltrona do corredor, tomei uma mochilada na cara. Ainda estava começando a me irritar com a primeira, tomei a segunda! Aí me lembrei de Matrix, fiquei mais atenta e quando a terceira mochila veio na minha direção, me esquivei lindamente. Assim como todas as outras subsequentes que até perdi a conta de quantas foram. Entrei no modo de alerta máximo! Isso me proporcionou um voo tranquilo e livre de contatos de primeiro grau indesejado com Chineses, kkkkk. A comida do voo era bem boa, a melhor a já comi na classe econômica, o que me deu uma dica q vou AMAR a comida chinesa na China.

E 14 horas depois (23 desde que saí de casa) estava finalmente em Shanghai! Um outro fato curioso é a saída depois q vc pega a bagagem. Tem aquele nada a declarar de praxe e quando se abre a portinha tem um caminho longo quer vc tem q passar até efetivamente estar livre no lobby. É tipo um "U" gigante em que no meio ficam os carinhas com plaquinha pra receber pessoas, oferecendo Taxi, e do lado de fora os familiares esperando. Mas pense num caminho longo. Me senti a loira do tchan com luuuuuuz na passarela. Luiz confessou que com ele o sentimento foi como se tivesse chegando no final da São Silvestre, com a galera toda toda acenando... Kkkkk

E o meu marido amado estava lá no final do "U" pra me buscar. Que alívio foi vê-lo lá depois de ter desfilado na passarela.

Em outro post ele falaremos de como ele já entrou no modo "Hunger Games" chinês de se deslocar no metrô e nas ruas (senti que tinha meu guarda costas e guia pessoal) e como foi essa minha primeira aventura aqui, mas esse post já está muito longo, vai ficar pro próximo. Bye!