Oi gente!! Como vocês podem ver pelo título do post, o hoje foi a experiência da nossa primeira balada aqui em Houston!
Como
estamos no Texas, o estado country dos Estados Unidos, nada melhor do
que escolher um local inspirado nesta temática para fazer a nossa
estréia na vida noturna local.
Fomos num lugar chamado "Wild West" (http://wildwesthouston.com/),
indicado pelos nossos companheiros na night: Alysson, Vitor e Laís. Era
um sábado a noite e o lugar estava bem cheio, nem tinha lugar onde
parar o carro e isso aqui em Houston é uma coisa raríssima!! Quase
tivemos que parar no Valet, mas por uma cochilada de Murphy um carro
saiu quando dávamos a quarta volta no estacionamento, hehehe.
Como decidimos ir de última hora, não deu pra ir devidamente
caracterizada para o ambiente. Já havíamos sido avisados de que lá o
estilo era country e, realmente, um chapéu, uma camisa xadrez, um cinto
de fivelão e uma bota pros homens e uma camisa xadrez com umbiguinho de
fora, nano-shorts e uma bota fashion para as meninas eram a maioria das
roupas por ali. Mas tinha gente vestido a paisana como nós, então não
foi tão estranho estar com calça jeans e camisa.
Na porta, depois de uma filinha pra entrar, um cara com o típico ar
Texano recebendo a galera e pedindo pra mostrar a ID diz que existe
oficialmente um dress code. Não entendi muito bem, mas ele falou algo
sobre calça branca e tênis branco não serem permitidos... Isso é uma
coisa constante nas baladas aqui: tem umas regras malucas pra entrar...
homem tem que estar de jaqueta, ou não pode ter uma peça de determinada
cor... Lá no Wild West se estivesse com camisa xadrez, bota, espora,
fivela e... uma calça branca... não podia entrar... Como se fosse um
absurdo vc se dirigir com uma calça branca para uma balada...Mas enfim,
hehehe, todos passamos no dress code e fomos pagar a entrada, por que
yes Baby, essa era uma das baladas mais caras de Houston, pelo menos que
a gente conhecia, e tivemos que pagar 6 dólares pra entrar. Em São
Paulo vc n entra em balada nenhuma por menos de 20 reais... A que eu
mais gostava lá chegava a cobrar 170 reais pra homeme entrar e 70 pra
mulher! Aqui a maioria dos lugares é de graça pra entrar, você só paga o
que consumir, então é comum as pessoas saírem a noite e ficarem
passeando de bar em bar, balada em balada para descobrir qual estar
melhor e depois ficar em um lugar.
Ok, entramos... uma moça preparava umas bebidas vestida (?) dessa maneira singela:
Dei
aquela olhadinha de canto pra cara de Luiz pra ver qualquer
micro-esboço de reação... Ele estava normal... Ou disfarçou muito bem,
hahahaha. Andamos mais um pouquinho e logo à frente estava a pista de
dança! Aí o lugar que eu estava achando meio "zuado" começou a ganhar
créditos.
A pista estava super cheia, tocando música country e os casais
dançando o "2 step", a dança típica daqui que é quase um forró, mas as
pessoas não fazem o famoso "2 pra lá, 2 pra cá", é "2 pra lá, 1 pra cá",
então os casais ficam andando em círculos no salão no sentido
anti-horário (mais conhecido como "sentido do salão"), só que é mais
rápido. Parece uma pista de patinação no gelo, onde todo mundo fica
girando rápido. rsss
Aí de repente, a música para e o dj anuncia algo no microfone q não
consegui entender de primeira. Começaram os gritinhos de "woohooo", o
povo dando aquelas goladas grandes nas bebidas pra acabar logo e correr
pra pista de dança e começa a formar uma multidão na pista. Eles não
estavam aos pares como antes... pensei: "o que vai acontecer aqui? Isso
tá parecendo um arrastão..." e aí tocou uma musiquinha que todo mundo
fazia o passo igual, chega me arrepiei e fui logo lá tentar imitar o
pessoal. É o que eles chamam de "Line Dancing". Foi muuuuuuuito legal! É
algo mais ou menos como no video abaixo que acontece várias vezes na
noite e quando acontece a galera vai ao delírio. No começo é o
treinamento pra vc aprender o passo e depois acelera! Dá para matar
várias baratas ao longo da dança. Este vídeo é no próprio Wild West.
Line Dancing
Depois
dessa parte começou um baladão, com direito a hip hop e música pop e aí
eu vi como o povo aqui pode ficar animadíssimo, chegando a beirar a
loucura, eu diria hahaha. Não é aquela dancinha de balada que o Will
Smith nos ensina em "Hitch, o conselheiro amoroso"... O povo perde a
compostura meeeesmo na hora do baladão: casais começam a dançar meio que
uma dança do acasalamento parecendo que não tem ninguém olhando, Joelma
do Calypso ficaria invejada com a quantidade de meninas fazendo aquele
movimento do "bate-cabelo" jogando a cabeça pra frente e pra trás e os
cabelos pra cima e pra baixo, e tome-lhe gritinhos e cantorias... a
galera "divando" e soltando a franga que existe dentro de si... uma
coisa única de se ver, e esse depoimento vindo de uma pessoa com muitos
anos de carnaval na Bahia. Não posso negar que a energia positiva estava
dominando!! Aí depois de umas 4 a 5 músicas do baladão volta o country e
esse ciclo country+dancinha em grupo+baladão se repete a noite toda.
Uma das coisas mais legais que eu notei é que a parte da dança aqui
era para todos os tipos de "dançarinos". Diferente do Brasil, que em
geral, nas baladas de forró, 90% é de forrozeiros que dançam
razoavelmente bem, assim como nas de salsa, zouk, samba rock e afins.
Aqui é livre! Você definitivamente não precisa saber o 2 step pra dar o
seu show no dancefloor. Na verdade vc não precisa nem saber dançar...
claro que tinham os profissionais fazendo passos que me fizeram dar
aquela busca rápida no google pra procurar academias que ensinavam a
dança... mas a maior parte era de amadores e dentro dessa grande parte
um pedaço era de pessoas que dançam dentro do seu próprio ritmo (que não
necessariamente era o mesmo da música), hahahaha, muito engraçado e
muito legal! Passava um casal de orientais parecendo que dançava a
Polka, depois um pessoal dançando na velocidade 1 quando a música estava
na velocidade 5 e vice versa, pessoas simplesmente andando de mãos
dadas no sentido do salão...
A sensação de liberdade era tanta que até nós dois fomos lá arriscar
o 2 pra frente / 1 pra trás do 2 step. Fomos atropelados algumas vezes
pela massa que não tava nem aí em se bater com você, mas fomos com tudo.
Na hora que o 2 pra frente / 1 pra trás dava pane nos nossos cérebros
treinados pro 2 pra lá / 2 pra cá do forró, a gente jogava nosso
intensivão de forró e dava uns giros lá, pra não ficar por baixo nem ser
enquadrado no grupo dos orientais que faziam maluquice. Vídeo do
próprio Wild West mostrando o "Two Step", perceba que tem pessoas que só
andam pelo salão, outros que seguem um ritmo próprio e outros que só
passam para dar um "oi" para a câmera.
Two Step
Foi
muito bom! Eu super recomendo a experiência e, com certeza, vou comprar
minha bota fancy e minha camisa xadrez pra voltar lá! Mas nada de
nano-shorts e umbiguinho de fora, pq aí já é demais!! E tenho que
garantir que NUNCA iremos lá dia de quarta, que tem um tal de bikini
contest, que eles ficavam anunciando toda hora... A primeira colocada
ganha 1000 dólares.. fico imaginando os critérios de avaliação.
Por hoje é só gente!! Um beijo grande!
As aventuras de um casal brasileiro apaixonado por viajar pelo mundo e sua nova experiência de morar fora do Brasil.
quarta-feira, 31 de julho de 2013
sexta-feira, 26 de julho de 2013
#6 - Entrega Express = Eficiência até demais
E como vai esse frio aí? Só vejo o povo reclamando loucamente no facebook... eu vi que até nevou... a coisa tá gelada mesmo!
Aqui está o calorzinho característico de sempre e eu, que sempre andei para cima e para baixo com aquele meu casaco preto por precaução (quem conhece, sabe exatamente qual é, hahaha) comecei a deixar ele pendurado no guarda-roupa até pra sair a noite... pq aqui é sempre aquele bafinho quente até de madrugada. Eu prefiro, não vou mentir...
Enfim, o post de hoje é sobre os serviços de entrega aqui nos Estados Unidos... Depois de fazer a mudança das malas do hotel para cá e ficar dormindo 4 noites num colcão inflável, finalmente chegou o grande dia da entrega do primeiro lote de móveis aqui em casa!! Só pra situá-los, nós compramos os móveis numa loja chamada "Rooms to go" que quer dizer "Cômodos pra viagem" e é exatamente isso que eles fazem: vc vai no showroom ou na internet e escolhe uma sala de estar aí vem desde o sofá até o abajur, passando pelo rack e pela mesinha de centro, tudo combinandinho. Claro que vc pode comprar as coisas separadas, mas sai muito mais barato comprar todos em conjunto. No nosso caso, por exemplo, como compramos a sala toda, veio de "brinde" uma TV de 51 polegadas. Compramos a sala de estar e o quarto nessa loja. "Beautiful furniture and everything matches", como disse o vendedor.
Até aí, tudo lindo. Mas como precisávamos dos móveis pra anteontem, pq a casa n tinha nada, pedimos um express delivery e na hora que o vendedor tava dando baixa na compra eu vi a boca do vendedor dando aquela contorcida... achei meio estranho, mas deixei pra lá. Daqui a pouco ele, num tom preocupado, fala:
- Vai ter alguém em casa no horário da entrega?
- Sim, qual o horário da entrega?
- De 07 da manhã às 06 da tarde.
- Oi? Não dá pra definir um turno?
- Não... como é entrega expressa não podemos marcar hora...
- Ah... ok... eu vou estar em casa o dia todo (não vou mentir que fiquei meio contrariada pq ainda estamos sem internet banda larga e tenho muitas coisas pra resolver)
- Mas a senhora vai REALMENTE estar em casa, não vai?
- Vou moço! (só faltou completar com um "Oxente, eu já não disse que vou!", mas achei melhor parar no vou moço).
- Ah.. não repara não, é que na entrega expressa eles estão sempre correndo e se vc n estiver na hora que eles chegarem eles vão embora e cobram outra entrega da segunda vez.
- Mas eles ligam?
- Ligam sim.
- Perfeito!
No grande dia deixei Luiz no trabalho e fiquei pronta desde cedo esperando a galera da entrega expressa, aproveitando cada micro sinal da internet que aparecia aqui pra resolver minhas burocracias. Lá pras 10h da manhã começou um barulho que parecia umas 5 marretadas, como se estivessem fazendo uma obra no ap ao lado. Aí eu até pensei: esse horário comercial o pessoal da manutenção deve começar a trabalhar... continuei ali no computador. Daqui a pouco 5 marretadas ritmadas de novo.. até que resolvi ir até a porta pra ver onde era a obra... e qual não foi minha surpresa ao notar que as marretadas eram nada mais nada menos que as suaves mãos do entregador da "Rooms to go". Nem terminei de destrancar a porta ele já disparou a falar:
- Olá senhora, eu tenho uma entrega de uma sala de estar e de um quarto. É aqui? (disse o homem com um sotaque texo-mexicano)
- Err.. sim.. não esperava que já fossem vcs.. pensei que iam ligar (ainda meio desnorteada com a agrestia pra bater na porta, hehehe)
- A senhora pode segurar a porta por favor?
- Sim...
1 min depois surge um outro homem carregando uma cômoda nas costas... cômoda essa que eu n consigo nem arrastar no quarto de tão pesada. E eles continuaram indo e vindo até trazerem tudo pra cá. Como a porta aqui não fica 100% aberta, eu tinha que ficar segurando a porta pra eles não perderem tempo e irem entrando com tudo. Dando aquela virada básica no rosto e sentindo o ventinho passar quando alguma parte tirava fino (ou uma fina... dependendo da região do Brasil em que você está) do meu óculos ou do meu rosto... Até que na hora do sofá não teve jeito. Por mais que eu me comprimisse que nem um papel contra a parede e virasse a cara ao máximo, quase bancando a menina do exorcista pra segurar a porta, tomei, literalmente, uma "sofazada" na cara. Você pensa que a galera "express" parou? Que nada!! Eles nem viram... e prendendo a gargalhada continuei segurando a porta. Eu sei que eles foram colocando tudo pra dentro (lá ele) e depois de 1h, às 11 da manhã, nossa casa estava com um quarto e uma sala montados. E ainda tive que ouvir uma piadinha de que nossa cama estava tão alta que ia precisar de uma escada pra subir... Apesar dos pesares a eficiência e agilidade me impressionaram. Agora entendi o discurso do vendedor de que eles estavam sempre com pressa. Não havia um pingo de exagero!
O cara da internet veio aqui tb instalar e eu notei que a batida na porta do tipo "marretada pra testar a resistência" é um padrão. Mas graças ao nosso vasto conhecimento de como funcionam as coisas aqui, não era possível instalar a internet sem ter, pasmem, uma televisão.. (vocês devem estar pensando: Oi?) Pois é... como compramos o pacote net+tv+telefone éramos obrigados a instalar as 3 coisas de vez e, por isso ele precisava da tv e do telefone pra instalar a internet. Como ainda não pegamos a TV que a gente ganhou lá na Best Buy vamos ficar mais uma semaninha sem internet, pq a do celular não pega muito bem aqui. O cara até tentou ajudar:
- Moça, vc não tem um vizinho que possa te emprestar uma TV... só agora?
- Ah... ainda não conheço ninguém... chegamos essa semana.
- E daí?
- (cara de interrogação) Err... não me sinto confortável pra bater na porta de quem eu não conheço pra pedir uma TV.
- A senhora é de onde?
- Brasil.
- Lá não é comum isso não?
- Não...
- Então peraí que eu bato na porta pra senhora.
- Err... Então tá...
Mas infelizmente nenhum dos 3 vizinhos que batemos estava em casa :-/.
Outro fato curioso sobre entregas: compramos umas coisas na Amazon (dentre elas a mega vassoura que postamos no face outro dia, rsrs) e eu fiquei muito surpresa. Saí pra resolver umas coisas na rua, voltei umas 4h depois e notei que tinham vários pacotes na porta... sabe-se lá por quanto tempo ficaram lá, mas ninguém mexeu em nada. Qualquer um poderia pegar as caixas ali e levar na boa, pq não tinha evidência nenhuma de assinatura nem de que o material tinha sido entregue. E nós jamais ficaríamos sabendo se alguém levasse... Realmente não imagino uma coisa dessas no Brasil, vocês imaginam?
Beijok e aí vão algumas fotos de como está ficando a nossa casa que agora tem um quarto, uma sala de estar e uma cozinha :)
terça-feira, 23 de julho de 2013
#5 - O que você levou anos para juntar, o câmbio do dólar e o IOF vão maltratar.
Oi pessoal!
Primeiramente desculpas por não termos postado há quase uma semana... Com essa história de mudança, as coisas ficaram muito corridas e ainda estamos sem internet, massss aí vai mais um post de curiosidades sobre a nossa vida por aqui!
Para você que não tem um caixa forte do Tio Patinhas e junta seu dinheiro suado mês a mês para fazer aquela viagem para os States, vou te dizer que não vai ser fácil... Trazer e gastar Real aqui vai ser mais doloroso do que imagina... por razões simples:
- A cotação não ajuda... você costumava fazer aquela velha relação de 1 para 2? Esqueça! Isso é da época em que o Brasil era um país corrupto, hoje o gigante "acordou" e com isso o dólar também, não sai por menos de R$ 2,30.
- Cartão de Crédito ficou impossível depois que o IOF subiu para 6,38%. Qualquer compra fica quase 10% mais cara. Se o governo queria desestimular o envio de dólar para o exterior, não sei se conseguiu, porque tem muitooooo brasileiro fora do país, mas que tornou isso muito mais doloroso, tornou.
É praticamente um bullying econômico, o dólar jogando na sua cara que o seu realzinho é um lixo e não vale nada.
Trocar reais em dólar vivo nas casas de câmbio nem pensar, a taxa final não compensa, mas é sempre bom trazer algum dinheiro no bolso em caso de emergência. Quem nunca se deparou com a necessidade de comprar algo com cartão e ao usá-lo em outro país, descobre que o mesmo foi bloqueado? Comigo já aconteceu! E qual a surpresa quando você liga para sua Operadora de Cartão de Crédito? Além da surpresa da conta do celular do Brasil que teve que usar porque não tinha outra opção, você ouve a atendente dizer com a maior cara de pau que o cartão fora bloqueado para sua segurança. Como?? Em que situação é seguro estar em outro país, em uma língua que você não domina e com uma dívida que você não tem como pagar, pois seu cartão está bloqueado??? Obrigado Visa e Master!
Avisar, antes da viagem, a operadora do Cartão que você vai viajar ajuda, mas por experiência própria, não é suficiente, leve algo em dinheiro.
Com isso sobram duas opções plausíveis, fazer aquele cartão de viagem VTM ou sacar direto da conta corrente em dólar aqui. As duas requerem muita pesquisa, pois a cotação varia muito de banco para banco junto com o IOF.
Depois de muito pesquisar, tentar e errar, chegamos a conclusão que o Banco do Brasil possui a melhor taxa, tanto para o VTM quanto para sacar direto com cartão de débito da conta. Por exemplo, em um mesmo dia a cotação ficou em R$ 2,31 no BB enquanto que no Citibank, que se vangloria de poder sacar em dólar direto da conta, ficou R$ 2,39, tudo já com IOF incluso. O Itaú ficou R$ 2,38.
Após abrir uma conta em Banco americano tivemos que transferir o dinheiro do Brasil para usar aqui, enquanto o salário não cai. Isso tudo para não depender dos cartões brasileiros. Decidimos que iríamos sacar em dólar da conta do Brasil e depositar na conta dos EUA. O melhor é que poderíamos fazer tudo isso no mesmo caixa eletrônico.
É uma coisa engraçada esse evento de fazer um depósito em dinheiro em caixa eletrônico... Enquanto que no Brasil é aquela coisa de porta com detector de metais, policial armado até os dentes e você com medo de ser vítima do golpe da saidinha bancária, aqui, simplesmente, o caixa fica fora do banco com um guardinha sexagenário, sorridente e barrigudo de chapéu na porta. No nosso caso, estávamos sacando toda a quantia pra colocar na conta aqui nos estados unidos. Então vc imagina: coloca o cartão do Brasil, seleciona saque, espera sair o dinheiro, fica com aquele chumaço de dinheiro na mão (umas 40 notas), pega o cartão americano, coloca o cartão americano, seleciona depósito em dinheiro, coloca as 40 notas. Todo o processo deve demorar uns 5 minutos, dos quais 3 se constituem em vc, a céu aberto, com um monte de dinheiro vivo na mão. Nas primeiras vezes tanto eu quanto a Lóris ficávamos desconfiadíssimos, olhando por cima do ombro de 5 em 5 minutos, só esperando o ladrão encostar e sussurrar "perdeu" ou melhor "you lost", hehehe. Qualquer pessoa que se aproximasse era motivo de tensão. Agora já estamos mais acostumados.
E mais engraçado que a nossa psicose de ser assaltado enquanto deposita o dinheiro é o medo da Lorena dos "malucos" de Houston. Como ela mesmo fala, "o meu medo aqui não é de ladrão, é de um maluco tirar uma arma e sair atirando em todo mundo". Outro dia estávamos jantando num restaurante argentino, quando ela notou os garçons cochichando. Aí ela reparou uma moça com atitude suspeita duas mesas ao lado da nossa... era realmente meio estranho o comportamento, mas até aí tudo bem. Até a hora que a mulher se levantou da mesa e começou a mexer na bolsa... aí a Lorena: "ai meu Deus, é agora, é agora....". Não sabia se ria, se comia, se corria. Depois a mulher sentou e ficou lá fingindo que lia o cardápio... Ela só ficou mais calma depois que pagamos a conta e fomos pro carro. No outro dia, vi essa mulher dormindo na porta do hotel... acho que era só uma pessoa pobre que resolveu fazer uma extravagancia, comer um bife de chourizo e queria dar um golpe pra não pagar... por isso a atitude suspeita.
Mas voltando às transações bancárias, aqui não existe DOC ou TED onde eletronicamente você transfere de uma conta para outra. Aqui as pessoas enviam cheques umas para outras, o cheque chega no seu nome e ao receber, você deposita na sua conta. Pois é, achei o Brasil mais avançado neste sentido, mas pelo menos você pode pegar o seu smartphone, tirar uma foto do cheque e fazer o depósito online com esta foto (impressionante, mas funciona!).
Ahhh, último detalhe preste atenção no limite que você tem para sacar em dólar, isso pode te impactar. Pode ser que você precise fazer este processo em vários dias para conseguir trazer o montante todo para cá. E se passar de US$ 10,000.00 você terá de declarar e pagar imposto nos EUA. Eu avisei, não é uma tarefa fácil. E eu reclamava quando o dólar estava R$ 1,70. Tolinho...
Bom, deixa ir que hoje temos que passar no banco mais uma vez... Um abraço a todos!
Primeiramente desculpas por não termos postado há quase uma semana... Com essa história de mudança, as coisas ficaram muito corridas e ainda estamos sem internet, massss aí vai mais um post de curiosidades sobre a nossa vida por aqui!
Para você que não tem um caixa forte do Tio Patinhas e junta seu dinheiro suado mês a mês para fazer aquela viagem para os States, vou te dizer que não vai ser fácil... Trazer e gastar Real aqui vai ser mais doloroso do que imagina... por razões simples:
- A cotação não ajuda... você costumava fazer aquela velha relação de 1 para 2? Esqueça! Isso é da época em que o Brasil era um país corrupto, hoje o gigante "acordou" e com isso o dólar também, não sai por menos de R$ 2,30.
- Cartão de Crédito ficou impossível depois que o IOF subiu para 6,38%. Qualquer compra fica quase 10% mais cara. Se o governo queria desestimular o envio de dólar para o exterior, não sei se conseguiu, porque tem muitooooo brasileiro fora do país, mas que tornou isso muito mais doloroso, tornou.
É praticamente um bullying econômico, o dólar jogando na sua cara que o seu realzinho é um lixo e não vale nada.
Trocar reais em dólar vivo nas casas de câmbio nem pensar, a taxa final não compensa, mas é sempre bom trazer algum dinheiro no bolso em caso de emergência. Quem nunca se deparou com a necessidade de comprar algo com cartão e ao usá-lo em outro país, descobre que o mesmo foi bloqueado? Comigo já aconteceu! E qual a surpresa quando você liga para sua Operadora de Cartão de Crédito? Além da surpresa da conta do celular do Brasil que teve que usar porque não tinha outra opção, você ouve a atendente dizer com a maior cara de pau que o cartão fora bloqueado para sua segurança. Como?? Em que situação é seguro estar em outro país, em uma língua que você não domina e com uma dívida que você não tem como pagar, pois seu cartão está bloqueado??? Obrigado Visa e Master!
Avisar, antes da viagem, a operadora do Cartão que você vai viajar ajuda, mas por experiência própria, não é suficiente, leve algo em dinheiro.
Com isso sobram duas opções plausíveis, fazer aquele cartão de viagem VTM ou sacar direto da conta corrente em dólar aqui. As duas requerem muita pesquisa, pois a cotação varia muito de banco para banco junto com o IOF.
Depois de muito pesquisar, tentar e errar, chegamos a conclusão que o Banco do Brasil possui a melhor taxa, tanto para o VTM quanto para sacar direto com cartão de débito da conta. Por exemplo, em um mesmo dia a cotação ficou em R$ 2,31 no BB enquanto que no Citibank, que se vangloria de poder sacar em dólar direto da conta, ficou R$ 2,39, tudo já com IOF incluso. O Itaú ficou R$ 2,38.
Após abrir uma conta em Banco americano tivemos que transferir o dinheiro do Brasil para usar aqui, enquanto o salário não cai. Isso tudo para não depender dos cartões brasileiros. Decidimos que iríamos sacar em dólar da conta do Brasil e depositar na conta dos EUA. O melhor é que poderíamos fazer tudo isso no mesmo caixa eletrônico.
É uma coisa engraçada esse evento de fazer um depósito em dinheiro em caixa eletrônico... Enquanto que no Brasil é aquela coisa de porta com detector de metais, policial armado até os dentes e você com medo de ser vítima do golpe da saidinha bancária, aqui, simplesmente, o caixa fica fora do banco com um guardinha sexagenário, sorridente e barrigudo de chapéu na porta. No nosso caso, estávamos sacando toda a quantia pra colocar na conta aqui nos estados unidos. Então vc imagina: coloca o cartão do Brasil, seleciona saque, espera sair o dinheiro, fica com aquele chumaço de dinheiro na mão (umas 40 notas), pega o cartão americano, coloca o cartão americano, seleciona depósito em dinheiro, coloca as 40 notas. Todo o processo deve demorar uns 5 minutos, dos quais 3 se constituem em vc, a céu aberto, com um monte de dinheiro vivo na mão. Nas primeiras vezes tanto eu quanto a Lóris ficávamos desconfiadíssimos, olhando por cima do ombro de 5 em 5 minutos, só esperando o ladrão encostar e sussurrar "perdeu" ou melhor "you lost", hehehe. Qualquer pessoa que se aproximasse era motivo de tensão. Agora já estamos mais acostumados.
E mais engraçado que a nossa psicose de ser assaltado enquanto deposita o dinheiro é o medo da Lorena dos "malucos" de Houston. Como ela mesmo fala, "o meu medo aqui não é de ladrão, é de um maluco tirar uma arma e sair atirando em todo mundo". Outro dia estávamos jantando num restaurante argentino, quando ela notou os garçons cochichando. Aí ela reparou uma moça com atitude suspeita duas mesas ao lado da nossa... era realmente meio estranho o comportamento, mas até aí tudo bem. Até a hora que a mulher se levantou da mesa e começou a mexer na bolsa... aí a Lorena: "ai meu Deus, é agora, é agora....". Não sabia se ria, se comia, se corria. Depois a mulher sentou e ficou lá fingindo que lia o cardápio... Ela só ficou mais calma depois que pagamos a conta e fomos pro carro. No outro dia, vi essa mulher dormindo na porta do hotel... acho que era só uma pessoa pobre que resolveu fazer uma extravagancia, comer um bife de chourizo e queria dar um golpe pra não pagar... por isso a atitude suspeita.
Mas voltando às transações bancárias, aqui não existe DOC ou TED onde eletronicamente você transfere de uma conta para outra. Aqui as pessoas enviam cheques umas para outras, o cheque chega no seu nome e ao receber, você deposita na sua conta. Pois é, achei o Brasil mais avançado neste sentido, mas pelo menos você pode pegar o seu smartphone, tirar uma foto do cheque e fazer o depósito online com esta foto (impressionante, mas funciona!).
Ahhh, último detalhe preste atenção no limite que você tem para sacar em dólar, isso pode te impactar. Pode ser que você precise fazer este processo em vários dias para conseguir trazer o montante todo para cá. E se passar de US$ 10,000.00 você terá de declarar e pagar imposto nos EUA. Eu avisei, não é uma tarefa fácil. E eu reclamava quando o dólar estava R$ 1,70. Tolinho...
Bom, deixa ir que hoje temos que passar no banco mais uma vez... Um abraço a todos!
segunda-feira, 15 de julho de 2013
#4 - Do you have exciting plans for the weekend?
Olá galera!
Estamos de volta... e depois de termos passado o nosso primeiro final de semana como residentes nos Estados Unidos constatamos uma curiosidade relacionada a ele! Na verdade, a constatação vai um pouco além do final de semana em si, mas vamos lá!
Se você, cidadão brasileiro, ouvisse a pergunta do título deste post, que em bom português quer dizer "E aí, vc tem planos empolgantes para o final de semana?" ou, em um português melhor ainda, "Qual a boa do findi?" de quem você esperaria ouvi-la em primeiro lugar:
a) Da caixa do supermercado;
b) Do garçom do restaurante;
c) Do policial do banco;
d) Da recepcionista do hotel;
e) Da atendente da loja;
f) De um amigo, parente ou colega de trabalho.
(ok... um tempinho pra pensar...)
Eu responderia a F facilmente, mas o ideal é que existisse uma G) Todas estão corretas. Pois é! Surpreenda-se... E todas vivenciadas pela gente aqui de forma parecida... é intimidade com pessoas que você nem imaginaria.
Pense você indo renovar o aluguel do carro e o atendente da loja virar pra você e falar: "E aí? O que vocês vão fazer de bom no fds?". A primeira reação da minha mente foi: Oxe, quem lhe deu essa "ósadia"? Depois pensei em dizer que iria lavar o banheiro, com medo de ele se convidar para participar, caso fosse algo interessante. Mas tendo em vista que já havíamos sido alertados de que isso poderia acontecer pelos nossos amigos brasileiros e orientadores de Houston (Michelle e Cesinha), a minha reação foi pensar no que responder sem ser íntimo demais, sem ser superficial demais... até que veio a terceira reação que foi travar por alguns segundos.
Olhei pra cara do Luiz pra pedir socorro: ela estava igualmente travada nesse momento. Até que emiti alguns grunhidos em inglês, tentando me justificar que ainda era nova por aqui e tal... aí Luiz, por uma obra divina, saiu do deadlock (ufa!!) e falou que a gente ainda não tinha planejado, o que é que tinha de bom pra se fazer em Houston e a coisa fluiu.
Depois de rir da situação, começamos a reparar que essa Pseudo Intimidade Não Intrusiva (PINI) é realmente comum por aqui. Não só pra planos pro fds, mas também pra saber como vc está ou só pra te dar um oi... Hoje mesmo, depois que peguei Luiz no trabalho, a moça da recepção deu um berro no corredor (Hiiiii guys!!!) e acenou pra gente, sendo que eu nunca havia visto essa moça em específico, hehehe. Acho que nem minha mãe falaria comigo naquela empolgação toda. Ontem no mercado, a mesma coisa na hora que a gente estava entrando... a garçonete de um restaurante até falou que morava pela região e que se a gente quisesse dar um rolé com ela pra conhecer o bairro que a gente vai morar era só voltar lá e procurar por ela. Inicialmente achei que ela poderia estar paquerando meu marido (sim! Tenho um marido, rs) bem na minha cara... mas depois lembrei da PINI.
No Brasil era muito comum dizer "Oi, eu quero uma pizza.". Aqui, antes de você dizer algo já chega um "Olá, como você está hoje?" Eu penso: hoje? Como assim hoje? Você sabia como eu estava ontem?
Ou quando você já se adianta e manda um "Oi, como está?" você ouve um "Estou bem, obrigado. E você?" Nas relações comerciais no Brasil aquele "Oi, tudo bem?" era uma pergunta retórica para mim, mas aqui não. As pessoas parecem de fato prestar atenção na sua resposta e responder.
No início pode assustar um pouco, mas depois acho que a tendência é se acostumar e até sentir falta se alguém não faz... O que a gente tem feito, enquanto ainda não consegue agir totalmente natural porque não conhece direito os pontos, é criar respostas padrão tipo as abaixo.
- Oi tudo bem? Como vão vocês? / - Tudo bem! E com vc?
- E aí? Qual a boa do findi? / - Nada em vista, o que você me recomenda de bom?
- E aí? Qual a boa do findi? / - Ah, acho que vamos dar uma volta no parque / Aquarium / NASA (qualquer ponto turístico serve nesse momento)... vc recomenda?
E o mais engraçado de tudo é se surpreender com uma pergunta inesperada em uma interação social e depois a gente se entreolhar, dar aquela levantada clássica na sobrancelha e mandar uma das respostas padrão quando acontece um claro exemplo de PINI.
Agora vocês já estão sabendo quando vierem aqui e, no mais, é isso gente! A coisa aqui está divertida... Saudades de todos :) Ahhhh... o que fizemos de bom nesse fds? Além de procurar pelos móveis pro ap novo, fomos almoçar no Downtown Aquarium.
Muito legal o ambiente do restaurante.
Lá fora, só um sprayzinho de água pra aguentar o calor!
A galera se refrescando... sem restrição de idade!
Glossário para os não engenheiros:
Deadlock - Travamento fatal do sistema, tipo deu tela azul no Windows.
Estamos de volta... e depois de termos passado o nosso primeiro final de semana como residentes nos Estados Unidos constatamos uma curiosidade relacionada a ele! Na verdade, a constatação vai um pouco além do final de semana em si, mas vamos lá!
Se você, cidadão brasileiro, ouvisse a pergunta do título deste post, que em bom português quer dizer "E aí, vc tem planos empolgantes para o final de semana?" ou, em um português melhor ainda, "Qual a boa do findi?" de quem você esperaria ouvi-la em primeiro lugar:
a) Da caixa do supermercado;
b) Do garçom do restaurante;
c) Do policial do banco;
d) Da recepcionista do hotel;
e) Da atendente da loja;
f) De um amigo, parente ou colega de trabalho.
(ok... um tempinho pra pensar...)
Eu responderia a F facilmente, mas o ideal é que existisse uma G) Todas estão corretas. Pois é! Surpreenda-se... E todas vivenciadas pela gente aqui de forma parecida... é intimidade com pessoas que você nem imaginaria.
Pense você indo renovar o aluguel do carro e o atendente da loja virar pra você e falar: "E aí? O que vocês vão fazer de bom no fds?". A primeira reação da minha mente foi: Oxe, quem lhe deu essa "ósadia"? Depois pensei em dizer que iria lavar o banheiro, com medo de ele se convidar para participar, caso fosse algo interessante. Mas tendo em vista que já havíamos sido alertados de que isso poderia acontecer pelos nossos amigos brasileiros e orientadores de Houston (Michelle e Cesinha), a minha reação foi pensar no que responder sem ser íntimo demais, sem ser superficial demais... até que veio a terceira reação que foi travar por alguns segundos.
Olhei pra cara do Luiz pra pedir socorro: ela estava igualmente travada nesse momento. Até que emiti alguns grunhidos em inglês, tentando me justificar que ainda era nova por aqui e tal... aí Luiz, por uma obra divina, saiu do deadlock (ufa!!) e falou que a gente ainda não tinha planejado, o que é que tinha de bom pra se fazer em Houston e a coisa fluiu.
Depois de rir da situação, começamos a reparar que essa Pseudo Intimidade Não Intrusiva (PINI) é realmente comum por aqui. Não só pra planos pro fds, mas também pra saber como vc está ou só pra te dar um oi... Hoje mesmo, depois que peguei Luiz no trabalho, a moça da recepção deu um berro no corredor (Hiiiii guys!!!) e acenou pra gente, sendo que eu nunca havia visto essa moça em específico, hehehe. Acho que nem minha mãe falaria comigo naquela empolgação toda. Ontem no mercado, a mesma coisa na hora que a gente estava entrando... a garçonete de um restaurante até falou que morava pela região e que se a gente quisesse dar um rolé com ela pra conhecer o bairro que a gente vai morar era só voltar lá e procurar por ela. Inicialmente achei que ela poderia estar paquerando meu marido (sim! Tenho um marido, rs) bem na minha cara... mas depois lembrei da PINI.
No Brasil era muito comum dizer "Oi, eu quero uma pizza.". Aqui, antes de você dizer algo já chega um "Olá, como você está hoje?" Eu penso: hoje? Como assim hoje? Você sabia como eu estava ontem?
Ou quando você já se adianta e manda um "Oi, como está?" você ouve um "Estou bem, obrigado. E você?" Nas relações comerciais no Brasil aquele "Oi, tudo bem?" era uma pergunta retórica para mim, mas aqui não. As pessoas parecem de fato prestar atenção na sua resposta e responder.
No início pode assustar um pouco, mas depois acho que a tendência é se acostumar e até sentir falta se alguém não faz... O que a gente tem feito, enquanto ainda não consegue agir totalmente natural porque não conhece direito os pontos, é criar respostas padrão tipo as abaixo.
- Oi tudo bem? Como vão vocês? / - Tudo bem! E com vc?
- E aí? Qual a boa do findi? / - Nada em vista, o que você me recomenda de bom?
- E aí? Qual a boa do findi? / - Ah, acho que vamos dar uma volta no parque / Aquarium / NASA (qualquer ponto turístico serve nesse momento)... vc recomenda?
E o mais engraçado de tudo é se surpreender com uma pergunta inesperada em uma interação social e depois a gente se entreolhar, dar aquela levantada clássica na sobrancelha e mandar uma das respostas padrão quando acontece um claro exemplo de PINI.
Agora vocês já estão sabendo quando vierem aqui e, no mais, é isso gente! A coisa aqui está divertida... Saudades de todos :) Ahhhh... o que fizemos de bom nesse fds? Além de procurar pelos móveis pro ap novo, fomos almoçar no Downtown Aquarium.
Muito legal o ambiente do restaurante.
Lá fora, só um sprayzinho de água pra aguentar o calor!
A galera se refrescando... sem restrição de idade!
Glossário para os não engenheiros:
Deadlock - Travamento fatal do sistema, tipo deu tela azul no Windows.
sexta-feira, 12 de julho de 2013
#3 - Em terra de nomes, quem tem um monte deles se dá mal...
Quem já não teve problemas com o nome fora do Brasil? Bom, até no Brasil é comum pessoas que escrevem errado, não entendem seu nome ou sobrenome e por aí vai, pensem em um país que não fala língua latina...
Os problemas aqui começam quando alguém pergunta seu nome. O meu não tem nenhuma complicação, pelo menos no Brasil, mas aqui é um parto para alguém entender. Luiz até que vai, afinal Houston é capital dos mexicanos onde existem muitos Luis, mas claro, escrever Luiz com Z jamais!!! Tudo bem, até no Brasil acontece com frequencia.
Mas voltando a Houston, agora quando te perguntam o seu sobrenome, ahhhhh, aí é um parto. Araújo é um hieróglifo para eles. Apenas os sacerdotes e membros da realeza entendem, pena que não encontrei nenhum deles nos EUA ainda. Já tentei com todas as pronúncias possíveis, Aráujio, Araiujo, Araiujio, Areiujo, já tentei estilo spanish Aráurro, mas nada! Já tentei soletrar letra por letra, mas não faz sentido na cabeça deles e tenho que repetir mais duas vezes.
Lorena não sofre tanto, dizer "Lorina" faz sentido para boa parte, e Nunes pode ser entendido depois de uma americanizada falando "Niunis", porém ontem em um restaurante o atendente perguntou seu nome e ela respondeu "Lorena", o que foi prontamente entendido pelo atendente, sinal de algo estranho a caminho. E não deu outra, o nome impresso ficou...
A segunda parte do problema, se você tem um nome gigante como o meu e o da lorena, "welcome to the jungle", você se deu mal. Vão olhar para o seu passaporte e vão te perguntar, com tanto nome, qual o seu Last Name??? Aí vai da sua criatividade e boa vontade de explicar como funcionam os nomes no Brasil, existem nomes compostos, uma parte vem da mãe, outra parte vem do pai e o "Last Name" é sempre o último nome.
Bom... para a maioria dos mortais sim, último é o Last Name, mas aí você lembra da sua mãe e, principalmente, do seu pai que colocaram um "Filho" no final para complicar tudo. Obrigado pai! rss Brincadeira, eu gosto do meu nome, só que lá vai você explicar que "Filho" não é sobrenome... Fazer um paralelo explicando que Filho é como se fosse Junior aqui funciona na maioria das vezes. Tenho inveja do meu amigo Rene Retz, não haveria dúvidas em saber qual é o First e qual é o Last.
Aqui existem First/Given Name, Middle Name, Last Name e algumas vezes Suffix. Em geral as pessoas possuem até 3 nomes, o que fica fácil encaixar.
Para terminar ficam exemplos de utilizações dos nossos nomes aqui nos States até agora, após o correto entendimento de quem ouviu/leu:
Luis, Mr. Fihlo, Arujo, Lorraine, Loraina, Coehlo, Nuñes, Sainto Se, Raujo, este último abrindo conta no banco.
Boa sorte aos que se aventurarem por aqui.
Os problemas aqui começam quando alguém pergunta seu nome. O meu não tem nenhuma complicação, pelo menos no Brasil, mas aqui é um parto para alguém entender. Luiz até que vai, afinal Houston é capital dos mexicanos onde existem muitos Luis, mas claro, escrever Luiz com Z jamais!!! Tudo bem, até no Brasil acontece com frequencia.
Mas voltando a Houston, agora quando te perguntam o seu sobrenome, ahhhhh, aí é um parto. Araújo é um hieróglifo para eles. Apenas os sacerdotes e membros da realeza entendem, pena que não encontrei nenhum deles nos EUA ainda. Já tentei com todas as pronúncias possíveis, Aráujio, Araiujo, Araiujio, Areiujo, já tentei estilo spanish Aráurro, mas nada! Já tentei soletrar letra por letra, mas não faz sentido na cabeça deles e tenho que repetir mais duas vezes.
Lorena não sofre tanto, dizer "Lorina" faz sentido para boa parte, e Nunes pode ser entendido depois de uma americanizada falando "Niunis", porém ontem em um restaurante o atendente perguntou seu nome e ela respondeu "Lorena", o que foi prontamente entendido pelo atendente, sinal de algo estranho a caminho. E não deu outra, o nome impresso ficou...
A segunda parte do problema, se você tem um nome gigante como o meu e o da lorena, "welcome to the jungle", você se deu mal. Vão olhar para o seu passaporte e vão te perguntar, com tanto nome, qual o seu Last Name??? Aí vai da sua criatividade e boa vontade de explicar como funcionam os nomes no Brasil, existem nomes compostos, uma parte vem da mãe, outra parte vem do pai e o "Last Name" é sempre o último nome.
Bom... para a maioria dos mortais sim, último é o Last Name, mas aí você lembra da sua mãe e, principalmente, do seu pai que colocaram um "Filho" no final para complicar tudo. Obrigado pai! rss Brincadeira, eu gosto do meu nome, só que lá vai você explicar que "Filho" não é sobrenome... Fazer um paralelo explicando que Filho é como se fosse Junior aqui funciona na maioria das vezes. Tenho inveja do meu amigo Rene Retz, não haveria dúvidas em saber qual é o First e qual é o Last.
Aqui existem First/Given Name, Middle Name, Last Name e algumas vezes Suffix. Em geral as pessoas possuem até 3 nomes, o que fica fácil encaixar.
- First Name ou Given Name - é seu primeiro nome,
- Middle Name - pode ser o complemento do seu primeiro nome ou o sobrenome de mãe e, em geral, é abreviado. Detalhe interessante é que muitos cadastros aqui permitem apenas 1 middle name, meio que forçando as pessoas a não terem mais de 1 middle name.
- Last Name - Seu último nome ou nome de família.
- Suffix - Alguns casos pode haver Jr., II, III, etc.
Por exemplo, meu querido amigo Fabio Eidi Terasaka aqui seria: First -> Fabio, Middle -> E. Last -> Terasaka, bem fácil.
Bom, agora tente encaixar Luiz Antonio Coelho de Araujo Filho ou Lorena Almeida Sento Se Nunes nestes campos... cri cri cri... é, já tentei algumas vezes e não cheguei a uma conclusão. Antonio é First ou Middle? E Coelho, Middle ou Last? Almeida Sento Se é tudo Middle, pois veio da mãe? Mas Middle deveria ser 1 nome só... Filho é sufixo, mas não existe aqui, então é Last? Ahhhhh! Complicado...
Como dica, como o seu passaporte é seu documento oficial aqui até você receber Carteira de Motorista, utilize como está estampado lá, pois é ele que será usado como referência. Como não tem Middle Name, fica assim:
Bom, agora tente encaixar Luiz Antonio Coelho de Araujo Filho ou Lorena Almeida Sento Se Nunes nestes campos... cri cri cri... é, já tentei algumas vezes e não cheguei a uma conclusão. Antonio é First ou Middle? E Coelho, Middle ou Last? Almeida Sento Se é tudo Middle, pois veio da mãe? Mas Middle deveria ser 1 nome só... Filho é sufixo, mas não existe aqui, então é Last? Ahhhhh! Complicado...
Como dica, como o seu passaporte é seu documento oficial aqui até você receber Carteira de Motorista, utilize como está estampado lá, pois é ele que será usado como referência. Como não tem Middle Name, fica assim:
- First - Luiz Antonio
- Last - Coelho de Araujo Filho
- First - Lorena
- Last - Almeida Sento Se Nunes.
Acostume-se, não existe uma solução fácil para você com nome grande.
Para terminar ficam exemplos de utilizações dos nossos nomes aqui nos States até agora, após o correto entendimento de quem ouviu/leu:
Luis, Mr. Fihlo, Arujo, Lorraine, Loraina, Coehlo, Nuñes, Sainto Se, Raujo, este último abrindo conta no banco.
Boa sorte aos que se aventurarem por aqui.
terça-feira, 9 de julho de 2013
#2 - Uma terra cheia de opções... mas é cheia meeeeeeesmo!
Oi minha gente!
Finalmente o dia chegou e nós estamos aqui em Houston. Os dois primeiros dias foram bem corridos, pois, além do cansaço das 10h de avião teve a questão de aluguel de carro, providenciar o celular, abrir conta em banco, se acostumar com o inglês... enfim... o que não faltou foi coisa pra fazer.
No momento a coisa que mais tem me chamado a atenção aqui no status de residente nos estados unidos é a quantidade de opção para absolutamente TUDO!
Chega a ser assustador. Desde as opções de seguro do carro que você está alugando, até o tipo de água que você quer comprar no supermercado, passando pelas infinitas opções de produtos de higiene pessoal e tipo de energia elétrica que você quer na sua casa. Sim... porque aqui você escolhe até o tipo de energia que chega (renovável, hidrelétrica, combustíveis fósseis... tipo isso...), além de qual a empresa que irá fornecer a luz pra sua casa. No Brasil é bem mais simples... vc entra em contato com a Coelba, Eletropaulo, Eletroqualquerestado e eles ligam a luz pra vc.
Uma pessoa indecisa aqui sofre demais. Eu me considero decidida e olha... me perdi pra escolher no site da Amazon uma simples pasta de dente, rs.
Hoje, por exemplo, fomos num super mercado, o Central Market, para comprar umas frutas... Decidi que queria pêras. Cheguei lá e me dirigi ao setor de frutas... rapaz... pense que tinha n tipos de pêra pra escolher: da Argentina, do Chile, da Nova Zelândia, Orgânica, dos Estados Unidos mesmo, pêra escura, pêra verde, pêras, pêras e mais pêras. Isso eu estou falando de um item.
Observamos também os tipo de carne moída: com gordura, sem gordura, extremamente sem gordura, carne moída de animais alimentados com grama e etc... Isso é uma coisa que tem me impressionado muito em 2 dias que estou habitando aqui... Tirei até uma fotos de um pedaço do setor de doces.... que não coube todo na foto.
Finalmente o dia chegou e nós estamos aqui em Houston. Os dois primeiros dias foram bem corridos, pois, além do cansaço das 10h de avião teve a questão de aluguel de carro, providenciar o celular, abrir conta em banco, se acostumar com o inglês... enfim... o que não faltou foi coisa pra fazer.
No momento a coisa que mais tem me chamado a atenção aqui no status de residente nos estados unidos é a quantidade de opção para absolutamente TUDO!
Chega a ser assustador. Desde as opções de seguro do carro que você está alugando, até o tipo de água que você quer comprar no supermercado, passando pelas infinitas opções de produtos de higiene pessoal e tipo de energia elétrica que você quer na sua casa. Sim... porque aqui você escolhe até o tipo de energia que chega (renovável, hidrelétrica, combustíveis fósseis... tipo isso...), além de qual a empresa que irá fornecer a luz pra sua casa. No Brasil é bem mais simples... vc entra em contato com a Coelba, Eletropaulo, Eletroqualquerestado e eles ligam a luz pra vc.
Uma pessoa indecisa aqui sofre demais. Eu me considero decidida e olha... me perdi pra escolher no site da Amazon uma simples pasta de dente, rs.
Hoje, por exemplo, fomos num super mercado, o Central Market, para comprar umas frutas... Decidi que queria pêras. Cheguei lá e me dirigi ao setor de frutas... rapaz... pense que tinha n tipos de pêra pra escolher: da Argentina, do Chile, da Nova Zelândia, Orgânica, dos Estados Unidos mesmo, pêra escura, pêra verde, pêras, pêras e mais pêras. Isso eu estou falando de um item.
Observamos também os tipo de carne moída: com gordura, sem gordura, extremamente sem gordura, carne moída de animais alimentados com grama e etc... Isso é uma coisa que tem me impressionado muito em 2 dias que estou habitando aqui... Tirei até uma fotos de um pedaço do setor de doces.... que não coube todo na foto.
Achamos também guaraná Antártica na promoção... 99 cents! Barganha!! Compramos, of course.
Por hoje é só pessoal... vou ali escolher dentre os n! tipos de shampoo qual o que eu vou comprar pra lavar o cabelo amanhã.
Beijo!
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